19/01/15

LEITURA E ESCRITA

Após estudos de pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky  evidenciou-se a necessidade de se efetivar substanciais mudanças nas estratégias de ação, na área da Pré-Escola, no sentido de se conduzir o processo de alfabetização, observando e respeitando as idéias originais que as crianças já trazem quando entram na Escola e a natureza e função desses objetos do conhecimento a serem apropriados pelos sujeitos que aprendem.
Que atividades favorecem a compreensão e evolução da escrita?
Procurando criar uma pratica calcada nos pressupostos teóricos das mencionadas cientistas, professores e técnicos se empenharam na criação e/ou adaptação de atividades que propiciassem à criança, oportunidades de compreensão e evolução, respeitando-se suas hipóteses originais, ritmo e interesses, sem descuidar dos conflitos cognitivos(obs: certo e errado) que provocam o surgimento de novos esquemas de interpretação.

Além dos conhecimentos teóricos norteando a ação, as próprias crianças forneceram indicadores quanto à propriedade das atividades, procedendo-se a alteração ou supressões, colhendo sugestões das próprias crianças, conforme o feed back apresentado.

O preparo e postura da professora constituem aspectos muito importantes, pois ela precisa acreditar:

- na capacidade da criança que aprende;

- que o sistema da Linguagem Escrita é reinventado pelos alunos;

- que a criança evolui construindo e reformulando suas hipóteses;

- que não é necessário “ensinar” o tempo todo, mas possibilitar interações, interlocuções, confrontos e troca de pontos de vistas;

- que os conflitos são benéficos e necessários, pois, provocam o progresso cognitivo;

- que é preciso criar um clima propício à socialização do saber e intercâmbio de opiniões;

- que o aluno tem a sua maneira própria de aprender.
Sem essas condições, qualquer atividade sugerida nesse trabalho poderá degenerar-se em praticas tradicionais de ensino, num enfoque empirista (de fora para dentro), se o professor não acreditar ou desconhecer a gênese de evolução da criança em relação à Lecto-Escrira.

Visando colaborar com professores da Pré-Escola que desejam atuar numa linha construtiva, apresentamos, a titulo de sugestões, atividades que foram inicialmente criadas e desenvolvidas por algumas professoras da Pré-Escola – SESIMINAS.

Enfatizamos que a reação da criança ante a atividade proposta, deverá servir de parâmetro quanto à definição de sua propriedade, naquele momento.


SUGESTÕES DE ATIVIDADES

1 – Atividades envolvendo o primeiro nome dos alunos.

- Uso de crachás.

• Seria interessante que a idéia para o uso dos crachás partisse das próprias crianças.

• As fichas deverão ter o mesmo tamanho e o nome escrito em letra de imprensa maiúscula.

• Poderá ser feito uma espécie de “colar”, fazendo-se dois furos na ficha para se amarrar um cordão, ou colocar a ficha no plástico próprio de crachá.

• Durante um certo tempo, as crianças usarão esse colar (crachá), em uma parte do dia.

• No início, caso as crianças ainda não identifiquem o nome, a professora poderá ler a ficha, no momento da distribuição. Posteriormente, as crianças saberão qual é a ficha que contém o seu nome.


­ Chamada usando o cartaz de pregas.

• Se possível, colar o retrato da criança em uma pequena ficha, separada do nome, colocando-a no cartaz de pregas. Essa forma possibilitará o uso dos retratos em outras atividades.

• Colocar as fichas dos nomes no centro da rodinha. Cada criança no momento da chamada, procura o seu nome e o colocara ao lado do seu retrato, no cartaz de pregas.

• Outra forma seria a própria criança fazer um desenho que possa constituir o indicador de sua ficha.

• Apresentar para a classe, uma ficha de cada vez, deixando que os alunos descubram onde o seu nome está.

Variações:

• Colocar todas as fichas no centro da rodinha e assim que encontrar o nome, a criança deverá explicar porque ela sabe que aquele é o seu nome.

• Se surgir alguma confusão, no caso de nomes parecidos, deixar que as próprias crianças resolvam a situação, buscando outros indicadores que possam ajudá-las na identificação.

• Distribuir as fichas nas mesinhas para que cada criança identifique o seu lugar.

• Fazer um barco grande e bem colorido, pregando-o no mural. Fazer fichas com nomes das crianças e colocá-las espalhadas no centro da rodinha.

Cantar:

“Que coisa boa é navegar. Coloca

Marcelo”.

Seu nome no barco.

Olé, olé, olé, olá.

Cuidado pra onda não te molhar”

A criança, cujo nome foi citado, deverá procurá-lo e colocá-lo no barco, se possível, antes de terminar o canto. Repetir até que todas as fichas se encontrem no barco.

­ Etiquetar os materiais individuais das crianças, colocando os nomes nas pastas, merendeiras, cadeiras, etc.

Obs.: As etiquetas devem ser feitas pela professora para garantir o mesmo tipo de letras, o que favorecerá a identificação e a permanência do registro.

­ Atividade de classificação:

• Os alunos poderão classificar as fichas dos nomes, colocando juntas as que se parecem em alguma coisa.

Obs.: Em geral as crianças observam primeiro as letras iniciais depois as finais, e finalmente letras intermediárias.

Variação:

• Pedir por exemplo que as crianças, cujos nomes comece como Danielle, fiquem de um lado, ou formem um grupo, as que comecem como Evaldo, fiquem sem outro lugar, de acordo com o que for combinado antes com elas, e assim por diante.

­ Fichas com os nomes havendo correspondência do tamanho da ficha com o nome.

Ex:

• Além das atividades de identificação, as crianças poderão trabalhar com fichas em classificação, seriação e conservação (quantidades discretas), sendo esta última, através do jogo “Bingo”, usando feijão ou milho para fazer a marcação e fichas com letras isoladas.

Dinâmica:

• Cada criança identifica e recebe o seu nome. A professora apresenta uma letra de cada vez, podendo dizer o seu nome se quiser, ou se as crianças perguntarem. Caso o nome tenha a letra apresentada, o aluno marcará com o feijão ou milho.

• No final os alunos farão a comparação, 2 a 2. para verificar quem precisou de mais feijão, porque o outro precisou de menos, e assim por diante.

­ Fichas sem correspondência de tamanho, ou seja, um nome grande com uma ficha pequena e um nome pequeno em uma ficha maior.

Ex:
Explorar:

Quantidades discretas: Qual nome é maior?

• Por que ele é maior? (observar se a criança se guia pelo número de letras ou pelo tamanho da ficha).

• Qual é a ficha maior? (comparar a ficha maior com o nome maior).

• Agrupar as fichas que possuem o mesmo número de letras.

O jogo do “Bingo” poderá ser feito nessas fichas, possibilitando à criança perceber que embora a ficha seja grande, ela usou poucos feijõezinhos para marcar as letras.

Obs.: Acreditamos que essa atividade ajudará a criança a evoluir-se em relação ao Realismo Nominal, quando se liga ao tamanho do referente.

­ Brincadeira do trenzinho

Música:

Lá vem o trenzinho, bem enfileirado e

o maquinista puxa a manivela.

Alô, alô, que entre o ... (ficha com o nome de um aluno).

Obs.: O maquinista que será a professora (do início) apresenta uma ficha com o nome de uma das crianças. Esta deverá reconhecer seu nome e se agarra ao trenzinho. A brincadeira continua até que toda a turma tenha se incorporado ao trenzinho.

­ Recorte de letras

• Procurar, em revistas e jornais, várias letrinhas, recortá-las e formar o nome, colando-as numa folha. (Não como dever de casa para evitar que os pais façam pela criança). O confronto da produção da criança com a ficha poderá ocorrer se alguém, por iniciativa própria, quiser comparar. A professora não precisa provocar esse confronto, de início.

­ Objetivando chamar a atenção das crianças para a letra seguinte à inicial, a professora poderá pegar as fichas cujos nomes têm as mesmas iniciais (Luciano, Lílian, Leonardo, etc), cobrindo o restante do nome, deixando só a inicial à vista.

Dizer: de quem será? Mostrar em seguida a 2ª letra do nome Luciano pra ver, por exemplo, se a Lílian ainda acharia que a ficha seria do seu nome.

Explorar bastante as situações que surgirem, evitando apresentar soluções, mas esperando a criança descobrir.

2 – Ditado:

­ Ditado individual para sondagem quanto ao nível de evolução da criança, ou para oportunizar o exercício da atividade, escolhendo-se palavras familiares à criança, com diferentes números de silabas.

Ex.: boneca, bola, pé, elefante, casa, mão, formiguinha, peteca, etc.

Obs.: Não é necessário que as crianças identifiquem essas palavras, bastando que as mesmas representem coisas conhecidas e que sejam do interesse da criança.

Para avaliar o nível em que a criança se encontra, é necessário observar a produção e o progresso. Por isso, logo após a escrita de cada palavra, a professora deverá pedir que a criança leia a palavra que escreveu, apontando com o dedo.

Observar:

• Se a criança lê de forma global;

• Se faz a correspondência de uma letra para cada emissão de voz;

• Existência de formas fixas, etc;

• Se sobrar letras, pergunta, a criança se poderá tirá-las ou não;

• Explorar a produção da criança de modo a identificar o nível em que se encontra.

• Terminando o trabalho, anotar no verso as observações que forem julgadas necessárias, colocando a data para que possa acompanhar sua evolução.

­ Ditado de palavras para as crianças escreverem em conjunto (pequenos grupos compostos de crianças de diferentes níveis, porém não muito discrepantes, a fim de evitar que domine toda a situação).

• Embora em grupo, cada criança vai escrever na sua folha, ou seja, todas escrevem a mesma coisa, podendo trocar informações.

• Uma só criança escreve e as outras observam, podendo interferir, colaborando na construção.

• Cada criança escreve palavras diferentes, podendo ser o nome próprio, nomes de outras pessoas, de frutas, etc. (própria para os níveis finais de evolução).

Obs.: Esse trabalho em grupo possibilitará a interação entre as crianças, com apresentação de diferentes pontos de vista, favorecendo também os “movimentos de interlocução”, de fundamental importância no processo de construção da escrita.

A professora deverá observar como se efetivam as interações, facilitando o intercâmbio, porém, sem interferir com correções ou opiniões sobre o “certo” e o “errado”.

As crianças poderão buscar ajuda de colegas, ditar letras, olhar produções uns dos outros, se quiserem, num clima de espontaneidade, sem que haja a cobrança da professora para apresentação da forma convencional.

O produto final será aceito do jeito que o grupo apresentar, respeitando-se a fase em que a criança se encontra, na trajetória de sua evolução, a fim de não tirar o apoio lógico, no qual está embasada sua capacidade de compreensão.

O ato de produção da escrita (sem ser cópia) levará os alunos a “refletirem sobre a pronúncia para pensarem a escrita”.

As crianças aprendem a escrever, escrevendo e é nesse esforço que elas vão experimentando e aprendendo as normas da convenção.

­ Ditado de palavras fazendo-se antes a analise oral das mesmas. Ex.: Peteca

• Tem a nessa palavra?

• Tem i?

• Tem e?, etc.

• Com qual letra ela começa?

• Como ela termina? E assim por diante. (Mencionar letras que têm e que não têm na palavra ditada).

Após a analise oral, as crianças escrevem a palavra do jeito delas. Obs.: atividade recomendada para os níveis: silábico, silábico-alfabético e alfabético.

3 – Mural de unidades de estudo

(frutas, aves, insetos, etc).
colocar as figuras e os respectivos nomes, sem preocupação com a retenção da palavra.

O objetivo é que a criança conviva com farto e variado material escrito, propiciando as descobertas quanto às diferenciações e semelhanças do sistema de representação da escrita.

4 – Quadro de palavras
Escrever em fichas e expor no quadro, durante algum tempo, palavras surgidas em textos e outras situações de sala, sendo essas palavras selecionadas pelas crianças, a fim de ser garantida a ligação afetiva que suscita o interesse.

5 – Aproveitar desenhos das crianças para que escrevam, abaixo, o nome (etiquetagem), do que foi desenhado, de acordo com o nível da psicogênese em que cada um se encontra.

6 – Desenhar o que quiser e escrever o nome. (valem as mesmas observações do item anterior).

7 – Apresentar desenhos para as crianças usando letras recortadas de revistas ou de material mimeografado.

8 – Usar letras recortadas em jornais, revistas, etc, para classificação, seriação, conservação (discretas) e brincadeiras de “mercadinho de letras”.

Essa brincadeira pode ser conduzida da seguinte forma:

• Algumas crianças se encarregam do mercadinho.

• Vão vender as letras.

• As outras vão comprar as letras que precisam para compor as palavras que quiserem formar.

Ao final a professora observará as palavras que formaram (ditas pelas crianças), podendo observar nível de evolução, existência de formas fixas, etc.

Obs.: Incluir nas atividades com letras recortadas, sinais de pontuação e numerais, observando se a criança faz uso dos mesmos como se fossem letras ou quais as reações que aparecem.

9 – Brincadeira da forca
Escolhe-se o nome de uma criança (Renata, por exemplo).

Faz-se a analise oral da palavra.

(ver atividades nº 2, 3)

Desenhar-se a “forca”


CANTINHO DAS LETRAS REJEITADAS

As crianças vão falando as letras que acham que tem na palavra.

A professora faz a sondagem com as outras crianças, para ver se elas acham que tem aquela letra na palavra e se a mesma deverá ficar no principio, meio ou fim da palavra.

No caso de ter a letra, a professora colocará no lugar definido pelas crianças, ou as próprias crianças poderão colocá-la.

Se não tiver a letra desenha-se uma parte do boneco na forca e registra a mesma ao lado (local combinado com as crianças, onde serão colocadas as letras mencionadas que não entram na palavra).

Se o boneco ficar pronto antes das crianças completarem a palavra, considera-se que a turma foi enforcada. Se as crianças formarem a palavra antes do boneco ser completado, a professora é que será enforcada, ou outra forma que a classe sugerir.

Obs.: A professora procurará dar a vez a todas as crianças, pedindo para falar uma letra que tem naquele nome ou perguntando se tem à letra que o colega falou. Assim todas as crianças (pré-silábicas, silábicas e alfabéticas) participarão da brincadeira. Todos ficam muito atentos e torcendo para que os colegas falem letras que entram na composição da palavra, para evitarem a forca.


10 – Uso de palavras em destaque, dentro do centro de interesse do momento para:
• Fixar no mural, com ou sem desenho.

• Colocar na caixa de palavras da classe.

• Classificação.

• Seriação.

• Conservação e montagem da palavra em destaque.

• Montagem de palavras novas usando silabas recortadas.

Obs.: A professora chama a atenção das crianças para ver de quantas vezes, falamos determinada palavra. Depois pede que recortem a palavra, separando esses pedacinhos. (Aceitar qualquer forma apresentada).

Com as partes recortadas, poderão formar outras palavras, de acordo com a evolução de cada um.

Essas atividades que envolvem sílabas, na forma escrita, só deverão ser desenvolvidas com os alunos alfabéticos.

11 – Poesias
Trabalhar oralmente a poesia.

Registrá-la em cartaz ou em folha mimeografada para a criança ilustrar (função de registro).

12 – Elaboração de textos (coletivo ou individual).
Se coletivo as crianças ditam e a professora escreve no quadro ou cartaz.

• Registros de novidades trazidas pelas crianças.

• Registro de acontecimentos ocorridos na sala ou na Escola.

• À vista de gravuras sugestivas.

• Estórias mudas.

• Estórias seriadas (com ou sem gravuras).

• Inventar estórias em capítulos, mimeografar para as crianças desenharem ilustrando os fatos.

• Cartas e bilhetes.

 Para colegas faltosos.

 Para colegas doentes.

 Para colegas de outra sala.

• Bilhetes que a professora envia para alguém e que as crianças tentam adivinhar o seu conteúdo. Posteriormente, a professora lerá o bilhete para a classe ouvir.

• Noticias para o jornalzinho da classe.

• Outras situações.

Obs.: Nessas oportunidades de construção de textos, explorar:

Como as crianças são organizadas na frase, quantos espaços existem em determinadas frases, pontuação, parágrafo e tudo mais que as crianças forem capazes de perceber.

Importância de se escrever algo à vista das crianças.

• Valorização de suas idéias.

• Analise de aspectos espaciais e motores.

• Direção da escrita.

• Sinais gráficos.

• Possibilidades da descoberta de que se escreve tudo que se pronuncia.

• Provocação de conflitos, que favorecem a evolução.

• Fonte de informações em vários níveis.

Os textos produzidos devem ser trabalhados posteriormente:

• As crianças tentam lembrar o que ditaram.

• Localizar a frase onde está escrito tal coisa.

• Numerar as frases do texto.

• Procurar as palavras que conhece.

• Remontagem do texto que pode ser recortado em frases.

• Outras de acordo com a evolução.

Para quem vamos escrever e por que?

• Para que outras pessoas possam ler o que inventamos.

• Para os pais ou diretora ficarem sabendo.

• Para que o outro turno saiba que ganhamos um coelhinho, etc.

Injunções da metalingüística

As crianças, no contato com textos, irão percebendo que usamos alguns sinaizinhos diferentes de letras, mas que são necessários na escrita (:), (.), (?), etc.

Explicar, em linguagem clara, de modo que a criança possa entender porque usamos esses sinais.

Com relação ao parágrafo, quando a professora for registrar no quadro uma estória, combinar que deixará um pedacinho (espaço) para que todos saibam que a estória está começando.

Observar ainda os títulos das estórias, poemas, musicas, rimas, etc.

Os textos poderão ainda ser interpretados fazendo-se perguntas, através de desenhos, dramatização, imitação, etc. (função semiótica)

13 – Distribuir folhas com gravuras de Unidade em estudo e varias fichinhas de palavras para a criança procurar a palavra e colocar debaixo da gravura.

Ex.:

MAÇÃ



UVA



PÊRA

14 – Usar um caderno de desenho, para arquivar estórias inventadas pelas crianças, casos acontecidos em sala de aula ou na Escola, outros.

15 – Criar frases sobre desenhos ou gravuras.

16 – Completar frases:

Meu nome é __________________________________

Estamos no mês de _____________________________

17 – Cruzadinha

Primeiro apresentar o desenho com espaço para a criança escrever o nome.

Ex.:
18 – Recortar pequenas estórias com ilustrações, colar em cartolina e colocar no cantinho dos livros para a exploração da criança.

19 – Dominó
Desenho e escrita em fichas, de acordo com algum assunto em estudo. Ex.: animais, plantas, frutas, etc.

Variação:

No final do 3º período, se a professora já estiver abordando a transposição para a letra cursiva, poderá organizar um dominó, com palavras conhecidas, usando as duas formas de letras.

20 – Telefone sem fio
Fazer uma ficha com uma palavra.

A criança lê a ficha, ou caso não de conta, a professora diz baixinho no ouvido da criança que vai começar a brincadeira.

No final, a professora escreverá a palavra que foi dita pela ultima criança e as mesmas vão verificar se é a mesma palavra.


21 – Jogo de “fedo”
Organizar duas fichas iguais, de cada palavra. Esconder uma ficha no inicio do jogo.

As crianças vão “casando” as fichas iguais. Quem ficar com a ficha sem para ser o “fedo”.

22 – Mini-dicionário
Organizar com os alunos um dicionário:

• Usar palavras importantes surgidas no dia-a-dia da sala e selecionadas pelos alunos.

• Explorar o significado dessas palavras, as características de pessoas conhecidas, etc.

23 – Uso de dicionário para pesquisa de significado e maneira convencional de escrever.

24 – Álbum de receitas (para o dia das mães)
O álbum poderá ser composto de receitas experimentadas e selecionadas pelas crianças, na classe.

Ex.: Depois que fizerem um bolo, com base na receita colocada no quadro, as crianças poderão ditar para a professora escrever no estêncil, os ingredientes e o modo de preparo. Depois cada aluno vai tirar a sua copia no mimeografo. Posteriormente organizarão o caderno de receitas, dando oportunidade a cada um de fazer a capa de seu caderno e de escrever o seu recadinho para a mamãe, oferecendo o presente.

25 – Planejamento diário (escrito no quadro ou em fichas)
Esse planejamento será feito com as crianças, devendo o professor também apresentar suas sugestões.

26 – Lojinha
Uso de embalagem, rótulos, fichas.

As compras podem ser feitas com o próprio rotulo ou a ficha da palavra correspondente.

No caso de frutas, a compra pode ser feita com a ficha que contem a palavra.

27 – Biblioteca
Usar a ficha com o nome do livro para retirá-lo da biblioteca.

28 – Classificar palavrinhas conhecidas que vão sendo estudadas no desenvolvimento das unidades e outras atividades que poderão ser guardadas na “caixa ou baú das palavras”.

29 – Usar fichas de palavras e pedir as crianças que as recortem como devem ser separadas.
Ex.: BO NE CA

Guardar os pedacinhos em saquinhos de papel para usarem em outras atividades tais como:

• Colocar junto as que se parecem.

• Separar os pedacinhos que formam uma determinada palavra.

• Separar o pedacinho que começa o nome de “fulano”.

• Outras.

Obs.: Só para alfabéticos.

30 – Jogos que se encontram no mercado e outros que poderão ser confeccionados.
• Joguinhos de letras, que podem ser coladas em cartões de papelão.

• Bloquinhos de madeira, com letrinhas em alto relevo.

• Letrinhas de plástico.

• Joguinhos de baralho, usando a figura e o nome.

• “Atenção vai haver uma revolução”.

Brincadeira explorando sons iniciais e falas. (dimensão sonora)

Ex.: Vamos pensar e descobrir palavras que comecem como “Patrícia”.

• Jogos dos pares, usando cartões com letras.

31 – Dramatização
Contar uma estória. Ex.: A galinha Mara.

Durante a atividade, apresentar os nomes dos personagens ( GALINHA RUIVA–PATO–PORCO ...).

Quando for fazer a dramatização da estória, perguntar usando as fichas.

Quem quer ser o ... “PERU”? A criança tenta descobrir o nome do bicho e escolhe a máscara correspondente.

32 – Estórias em capítulos
Fazer pequenos cartazes com desenhos e textos.

Explorar bem a gravura e depois o texto (partes, frases, palavras, etc).

As crianças tentam adivinhar o que está escrito. A professora, ou as crianças em fases mais evoluídas, lêem o texto para a classe ouvir.

Como a estória continuará, farão a previsão do próximo capítulo.

Conforme foi observado, as atividades envolvem trabalho com textos, frases, palavras e letras, ao mesmo tempo. Isto porque é na complexidade que a criança busca as diferenciações e as regularidades.

Reafirmamos que se faz necessário, um bom embasamento teórico para que a professora saiba “o que” e “por que” está desenvolvendo tais atividades.

Daí a nossa preocupação em não apresentar estas sugestões, sem que haja um suporte teórico que as justifique.

Procedimentos para os primeiros dias de aula


           O primeiro dia de aula, para quem trabalha com educação infantil, é sempre muito difícil. Para muitas crianças é a primeira vez que se separam de seus pais e responsáveis e, com a separação vem a insegurança, o medo de ser abandonado. Muitas acreditam que foram abandonadas por seus pais, que simplesmente as deixaram com pessoas desconhecidas.

            Para amenizar todo esse sofrimento e conquistar a confiança dos pequenos o professor deve proporcionar aos seus alunos um ambiente agradável e recepcioná-los com carinho a atenção do professor deve estar totalmente voltada para as crianças, por isso não fique conversando com os pais, explique que esse momento é das crianças e, se precisar, marque um horário para conversarem.

            Preparar a sala de aula com uma decoração alegre, divertida e de preferência com personagens que façam parte do universo infantil é sempre bom para encantar os alunos.    Para ajudar na adaptação, podemos também, deixar jogos, massinhas, materiais para desenho, livros de histórias, brinquedos e outros materiais interessantes sobre as mesas e, ao receber os alunos, incentivá-los a escolher o que mais os agradam.

            Coloque também um som ambiente com músicas do repertório infantil bem conhecida e que faça sucesso entre as crianças.

            Os primeiros quinze dias devem ser dedicados a adaptação das crianças, sem isso ficará impossível realizar qualquer atividade, portanto, converse com os pais na primeira reunião. Apresente-se, esclarece como é sua forma de trabalhar, acalme suas ansiedades e peça que conversem com seus filhos sobre a escola. Eles precisam passar segurança para as crianças, devem explicar que a escola é segura, que ele vai fazer novos amigos, brincar e aprender coisas novas e, principalmente, que irão busca-los no horário da saída. Quando os pais conseguem passar segurança a adaptação das crianças se torna fácil e rápida.

            Dedique-se a tirar os combinados com seus alunos. Toda vez que a professora desejar que algo seja feito, deve estabelecer um procedimento para a realização da tarefa. Alguns dos  procedimentos que logo de início todo professor deve ensinar aos alunos incluem:

  1. Entrada na sala:  Será em fila? Sozinhos ou acompanhados pelos pais? A professora estará aguardando na porta para recebe-los? A professora determinará o lugar onde cada um deve sentar ou cada um escolhe o lugar que quiser?
  2. Saída no término da aula: as crianças vão esperar seus pais em fila ou sentados nos seus lugares? Deverão esperar até a professora chamar ou poderão levantar logo que reconhecerem os responsáveis? Deverão colocar suas cadeiras nos lugares e arrumar seu espaço antes de sair?
  3. Rotina: A aula será iniciada com o estabelecimento da rotina, com música, oração, contagem, roda de conversa? Será escolhido um ajudante para o dia? Como será feita a escolha do ajudante? Para sair da sala para outras atividades e lanche, deverá ser feito fila? A fila será por ordem de chegada, ordem de tamanho ou escolha da professora?
  4. Para entrar na sala após as atividades: Poderão entrar todos ao mesmo tempo? Entram primeiro as meninas ou os meninos?
  5. Para usar o banheiro ou tomar água: A criança deverá levantar a mão para pedir para ir ao banheiro ou tomar água? Poderá sair sem comunicar? Poderá ir mesmo que já tenha outra criança utilizando o sanitário? Deverá pegar um cartão ou outro objeto para poder se ausentar da sala?
  6. Mantendo o silêncio na sala: Para que os se acalmem e prestem atenção no professor é preciso criar um sinal para que eles saibam que você quer a atenção deles. Pode ser: sempre que você levantar a mão, ou fechar a porta, ou colocar a sua cadeira na frente do quadro negro, ou simplesmente ficar em pé com as mãos para trás, ou ainda fazer uma contagem regressiva do tipo 5, 4, 3, 2, 1, 0 ou, até mesmo um sinal sonoro como uma música, por exemplo.
  7. Bullying: Os alunos que estiverem sofrendo intimidações ou agressões  por parte dos colegas deverão recorrer a professora. Como? Quando? Qual será a abordagem adotada para com o aluno agressor e o agredido?
  8. Para alunos que não cumprem os combinados: Que atitude será tomada com os alunos que não cumprirem os procedimentos estabelecidos? Ficarão sem parque ou outra atividade prazerosa? Ficarão sentados por alguns minutos pensando no seu comportamento?

                ENSINANDO OS PROCEDIMENTOS:

                Lembrem-se que trabalhando com crianças de educação infantil, os procedimentos devem ser relembrados constantemente. O professor deve aprender como criar seus procedimentos e fazer com que os alunos os pratiquem. Abaixo segue o resumo de um método de três passos que é muito eficaz para ensinar os procedimentos da sala de aula aos alunos:

EXPLIQUE; Esclareça, explique e demonstre o procedimento;

PRATIQUE: Faça-os praticarem e praticarem sob sua supervisão;

REFORCE: Revise, pratique e reforce o procedimento até que o mesmo torne-se um hábito e uma rotina para o aluno. Se você professor já tem o hábito de estabelecer combinados, essas dicas vão ajudar a esclarecer ainda mais como melhorá-los. Se você não tem esse hábito, saiba que precisa implantá-los com urgência.

 

(Texto Baseado na Psicopedagoga / Neuroeducadora e Coach – ROSELI BRITO)

 

 

10/01/15

Retorno

Oi Amigas e amigos!

Esses dois últimos anos muita coisa mudou na minha vida, estive afastada e senti muita saudades; porém em breve estarei retornando às minhas atividades e entre elas estará a reativação do blog educação apaixonada.
Aguardem pois estou preparando várias novidades para tentar ajudar os educadores que, como eu, amam o que fazem.

Beijos no coração de todos e até já!

29/03/12

APRENDENDO MATEMÁTICA NA PRÉ-ESCOLA E 1º ANO, POR MEIO DE JOGOS

I – A Importância dos Jogos na Escola


Uma das características básicas do jogo é absorver o participante de maneira intensa, realizando-o num clima de entusiasmo e espontaneidade.
Do ponto de vista pedagógico, o jogo é um recurso importante, auxiliando no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. O jogo com regras predomina durante toda a vida do indivíduo. Brincando a criança aprende, assimila e constrói a sua realidade. O jogo integra as várias dimensões da personalidade: afetiva, motora e cognitiva. Por isso, durante a execução dos jogos em equipe, a professora deve procurar despertar o espírito de cooperação e de trabalho em conjunto, para que os grupos atinjam objetivos comuns.
Os rótulos dados à Matemática nem sempre são os mais sugestivos ou agradáveis. Toda uma mitologia cerca esta disciplina escolar que nos acompanha por toda a vida e em diversas situações. Para desmistificarmos todo este preconceito com a pobre “Matemática” é preciso que as crianças sejam estimuladas a pensar, raciocinar desde novas.
Trabalhar Matemática é muito mais do que trabalharmos as operações fundamentais ( adição, subtração, multiplicação e divisão ) , conceitos como = ou = , > ou < ,etc. ; trabalhar Matemática é treinar a atenção, concentração e a capacidade de se resolver problemas frente a novas situações, estes requisitos são essenciais para o pensar lógico.

II- Objetivos

• Construir o conhecimento lógico-matemático, através de material concreto.
• Resolver problemas frente a situações novas .
• Desenvolver a atenção, concentração e observação.
• Despertar o espírito de cooperação e de trabalho em equipe.
• Desenvolver o raciocínio-lógico, repassando às crianças, noções de quantidade, forma, tamanho, número e representação numérica, seqüência, ordem, etc..
• Permitir à criança, analisar, comparar, relacionar, classificar, ordenar objetos.
• Verificar, reconhecer e comparar objetos, percebendo as características dos mesmos.
• Resolver as operações matemáticas fundamentais.
• Seqüenciar logicamente objetos e números.
• Relacionar e agrupar elementos determinando seus pares.
• Associar número / quantidade

III- Etapas do trabalho

• Seleção dos jogos e respectivos objetivos.
• Divisão dos jogos por faixa etária.
• Organização do material necessário para a confecção dos mesmos.
• Confecção dos jogos.
• Combinados quanto às regras e a melhor maneira de aplicá-los em cada faixa etária, bem como o rodízio dos mesmos.
• Troca e relato de experiências.
• Aplicação dos jogos.
• Observação do desempenho dos alunos.

IV- Sugestões, Objetivos e Regras dos Jogos

De 6 a 7 anos :

Jogo da Memória
Objetivos: Pensamento, memorização, identificação de figuras, estabelecimento de semelhanças e diferenças ( conceito de igual e diferente ) e orientação espacial.
Desenvolvimento: O jogo desenvolve-se de forma tradicional.

Jogo de Dominó
Objetivos: Pensamento lógico, associação de quantidade.
Desenvolvimento: ( forma tradicional do jogo ).

Jogo da Velha
Objetivos: Estimulação do pensamento e raciocínio lógico, desenvolvimento da atenção e concentração, percepção visual, análise e resolução de problemas.
Desenvolvimento: Dispor, um jogador por vez, cada uma das peças ( 0 e + ) , tentando “fechar / velha”. ( Forma tradicional do jogo ).

Jogo de Dama
Objetivos: Raciocínio, concentração, atenção, percepção visual, análise e resolução de problemas.
Desenvolvimento: Procede-se na forma tradicional do jogo.

Jogo: Quebra – Cabeça das somas ou subtrações
Objetivos: Concentração, percepção visual, análise, cálculo mental, resolução de problemas e operações fundamentais ( adição “+” e subtração “-“ ).
Desenvolvimento : Montar a figura, calculando a soma ou a subtração achando o resultado correspondente à mesma.

Jogo: Quadro das Combinações
Objetivos: Estimular o pensamento lógico, desenvolver orientação espacial, classificação, discriminação visual, composição e decomposição.
Desenvolvimento: Colocar as cartelinhas com as formas geométricas e dispô-las corretamente no quadrado correspondente à cor e à forma.

Jogo: Círculos da Sorte
Objetivos: Estimulação do pensamento e cálculo mental, reconhecimento de numerais.
Desenvolvimento: Colocar todas as peças viradas para baixo sobre a mesa; sendo que cada jogador em sua vez, terá direito a desvirar duas peças. De posse das mesmas, ele deverá efetuar a adição “+”.

Jogo: Feirinha dos Fatos
Objetivos: Estimular o pensamento, cálculo mental, análise, reflexão e resolução de problemas.

Desenvolvimento: Cada jogador desvira um cartão contendo uma operação fundamental ( adição “+”), e um cartão – resposta. Se estiver correto, o jogador guarda o cartão para si. Caso esteja errado, o mesmo será devolvido para a mesa.

Jogo: Sacolinha dos Fatos
Objetivos: Estimulação de pensamento e cálculo mental.
Desenvolvimento: Cada criança, por sua vez retira um cartão e tenta solucionar o fato descrito nele.

Jogo: Pescaria das Somas
Objetivos: Estimular o pensamento, cálculo mental, análise e resolução de problemas, reconhecimento de numerais, treinar operação fundamental ( adição “+”).
Desenvolvimento: De posse da varinha de pescar, cada participante terá a oportunidade de pescar dois (2) peixes. Observar o numeral de cada peixinho e efetuar a adição, somando-os corretamente.

Jogo do Cacique ( Troca ou Nunca )
Objetivos: Desenvolvimento da atenção e concentração, estimulação do pensamento, raciocínio lógico, resolução de problemas e noção de quantidade.
Desenvolvimento: A criança joga o dado e pega a quantidade correspondente de peixes. A cada cinco (5) peixinhos obtidos, troca-se por um (1) pezinho: e, a cada cinco (5) pezinhos, troca-se por uma (1) flecha. Vence o jogo quem conseguir conquistar primeiramente quatro (4) flechas.

Jogo: Bingo da Matemática
Objetivos: Estimulação do pensamento e cálculo mental.
Desenvolvimento: Joga-se normalmente, procedendo-se da mesma forma que o bingo tradicional. Um aluno sorteia os cartões com os fatos matemáticos e os demais tentam encontrar em suas cartelas as respostas adequadas.

Jogo: Argola das Somas.
Objetivos: Cálculo mental, reconhecimento de numerais e operação fundamental (adição “+”). Calcular distância e adequar força (arremesso).
Desenvolvimento: Joga-se as argolas. Ao conseguir acertar duas delas, efetua-se a soma dos pontos obtidos.

Jogo: Cartelão ( com dois dados )
Objetivos: Associação de quantidade, cálculo mental, atenção e concentração.
Desenvolvimento: Jogar os dados e fazer a adição, encontrar o resultado (soma) e cobrir as casa correspondentes.
Jogo: Seqüência ( com cartas )
Objetivos: Atenção, concentração, reconhecimento de numerais e seqüência numérica.
Desenvolvimento: As crianças dividem as cartas entre si, um a um viram as cartas do seu monte e contam, cantando-os em voz alta de 1 até 10; se coincidir de falar o número que sair na carta, todos deverão bater a mão no monte. O primeiro que conseguir bater no monte “leva tudo”. Vence o jogador que terminar com mais cartas.

Jogo: Seqüência Numérica
Objetivos: Reconhecimento de algarismos.
Noção de antecessor / sucessor.
Noção de ordem numérica.
Descoberta do erro.
Orientação espacial.
Desenvolvimento: Colocar os numerais em cima dos “iguais” na cartela. Colocar as cartelinhas em ordem numérica sem seguir um modelo.
Colocar alguns números na posição errada dentro da seqüência, para que as crianças descubram quais são.
Virar alguns números para baixo e perguntar: “quais são eles?”.
Virar o algarismo que está antes e/ou depois de um determinado algarismo.
Montar a seqüência de trás para adiante ( em ordem decrescente ).

Jogo: Brincando com números
Objetivos: Pensamento lógico, cálculo mental.
Desenvolvimento: Fazer a ordenação crescente. Inventar somas (+) e subtrações (-).
Espalhar números em cima da mesa e pedir às crianças que os encontrem.

Jogo Boliche de continhas
Objetivos: Associação de quantidade, cálculo mental e operação fundamental ( soma ou subtração ); observar e calcular distância e trajetória.
Desenvolvimento: Jogar a bola verde tendo como alvo as garrafas com os numerais. Somar os pontos das garrafas que foram derrubadas pelo participante. Vence o jogador que perfizer o maior “score”/ pontos totais.

Jogo da continha
Objetivos: Cálculo mental e operações fundamentais ( adição e subtração).
Desenvolvimento: Espalhar os cartões sobre a mesa. Cada criança em sua vez, tira um cartão fazendo a operação determinada. No caso da criança acertar a operação do cartão; ela guarda o mesmo para si. Vence o jogadora que ao final dos cartões, tiver o maior número de cartões (continhas certas ).
De 5 a 6 anos

Jogo de Percurso ( um dado )
Objetivos: Obedecer regras, atenção, associação de quantidade, contagem.
Desenvolvimento: Jogar o dado e andar com o peão o número de casas correspondentes a quantidade tirada, se cair numa casa com desenho a criança deve seguir a ordem estipulada. Ex.: Volte três casas.

Jogo: Dominó de Figuras
Objetivos: Reconhecer as figuras geométricas e cores.
Desenvolvimento: Joga-se procedendo da mesma maneira que o dominó tradicional.

Jogo: Dominó de Números
Objetivos: Reconhecimento de numerais, associação numeral/ numeral. Desenvolvimento: Joga-se procedendo da mesma maneira que o dominó tradicional.

Jogo: Quebra-cabeça
Objetivos: Concentração, percepção visual, análise e resolução de problemas.
Desenvolvimento: O participante irá dispor das peças a fim de montá-las corretamente formando o “todo”.

Jogo: Memória n.º / n.º
Objetivos: Associação e identificação de numerais; atenção e concentração.
Desenvolvimento: Procede-se da mesma maneira que no jogo tradicional.

Jogo: Memória Numeral / Quantidade
Objetivos: Identificação de numerais, associar numeral / quantidade correspondente.
Desenvolvimento: Procede-se da mesma maneira que no jogo tradicional.

Jogo: Bingo ( com numerais até quinze)
Objetivo: Identificação e reconhecimento de numerais.
Desenvolvimento: Procede-se da mesma maneira que no jogo tradicional.

Jogo de Mico
Objetivos: Desenvolver atenção, percepção visual e pareamento.
Desenvolvimento: Distribuir as cartas entre os participantes, que de posse das mesmas deverão tentar fazer o maior número de pares possíveis. Escolhe-se o jogador que irá comprar a primeira carta do jogador à sua direita. Caso lhe seja possível formar um novo par com essa carta, deverá guardá-lo consigo. Se não formar par, outro jogador procederá da mesma maneira e assim sucessivamente. Vence o participante que conseguir fazer o maior número de pares.

Jogo: Cartelão ( com um dado )
Objetivos: Associar quantidade / quantidade, respeitar regras.
Desenvolvimento: Jogar o dado e cobrir o número de casas correspondente.

Jogo: Batalha
Objetivos: Identificação de numerais, noção de maior/menor , mais/menos.
Desenvolvimento: As cartas são distribuídas entre os jogadores. Cada um vira uma carta, a criança que tiver o maior número fica com todas as cartas da rodada. Vence o jogo quem terminar com o maior número de cartas.

Jogo: Modelos com fósforo
Objetivos: Estimulação do pensamento, desenvolver orientação espacial, atenção, concentração, discriminação visual e reprodução de modelos.
Desenvolvimento: Reproduzir modelos com palitos, observando-se a posição da cabeça dos palitos de fósforo dentro da figura.

Jogo: Memória de figuras
Objetivos: Identificação e reconhecimento de figuras, desenvolvimento de atenção , concentração e percepção visual.
Desenvolvimento: Jogar como memória tradicional.

Jogo: Bingo de figuras
Objetivos: Identificação e reconhecimento de figuras, desenvolvimento de atenção e concentração.
Desenvolvimento: Joga-se da mesma maneira que o bingo tradicional.

De 4 a 5 anos

Jogo de Percurso ( Serpente ou Centopéia )
Objetivos: Associação de quantidades
Desenvolvimento: Jogar o dado e andar com o peão ou com o próprio corpo o número de casas correspondentes.

Jogo: Cartelão ( corrida )
Objetivos: Associação de quantidades.
Desenvolvimento: Jogar o dado e cobrir o número de casas correspondentes com as cartelas de carros.

Jogo: Descubra o que falta ( Blocos Lógicos )
Objetivos: Estimular a atenção, memória, percepção visual, reconhecimento das figuras geométricas, cores e tamanhos.
Desenvolvimento: Colocar 4 a 5 peças sobre a mesa, olhar por alguns instantes e fechar os olhos; outra pessoa retira uma das peças, ao abrir os olhos a criança deverá dizer as características da peça que está faltando.

Jogo: Seqüência de Formas
Objetivos: Atenção, percepção visual, reconhecimento de figuras geométricas, cores e tamanhos.
Desenvolvimento: A criança retira um cartão e com as peças dos blocos lógicos deverá montar a seqüência apresentada.

Jogo: Bingo de Figuras Geométricas
Objetivos: Identificar e reconhecer formas e cores, percepção visual, classificação, atenção e concentração.
Desenvolvimento: Idem ao jogo de bingo tradicional.

Jogo: Bingo de Numerais ( até 9 )
Objetivos: Identificação e reconhecimento de numerais de 1 até 9.
Desenvolvimento: Idem ao jogo de bingo tradicional.

Jogo: Memória de números
Objetivos: Desenvolver a atenção, concentração, percepção visual, reconhecimento e identificação de numerais, associação de n.º / n.º .
Desenvolvimento: Procede-se da mesma forma que o jogo de memória tradicional ( comum ) .

Jogo: Memória de Figuras
Objetivos: Desenvolver a atenção, concentração, percepção visual e reconhecer figuras geométricas e cores.
Desenvolvimento: Procede-se da mesma forma que o jogo de memória tradicional.

Jogo: Pinos nos Números
Objetivos: Comparar quantidade / símbolo numérico.
Desenvolvimento: A criança deverá encaixar a quantidade de pinos nos numerais correspondentes.

Jogo das Cores
Objetivos: Estimular a atenção, concentração, percepção visual, reconhecimento das cores primárias e secundárias.
Desenvolvimento: O aluno em posse de sua cartela, deverá montar a seqüência das cores.

OBSERVAÇÃO: Jogos como dominó, memória, bingo e quebra-cabeça podem ser utilizados desde os quatro anos, o professor deve apenas adaptá-los a faixa etária dos seus alunos.
Com criatividade o professor poderá fazer outros jogos que poderão ser usados na classe com a mesma eficiência que os citados acima, mas é preciso que o educador tenha o cuidado de escolher sempre jogos que sejam adequados aos seus alunos, para que estes não percam o interesse.

V- Bibliografia

-Cunha, Nylse Helena Silva : BRINCAR PENSAR E CONHECER – brinquedos, jogos e atividades – São Paulo, Maltese, 1997.
-Ribeiro, Lourdes E. : O REAL DO CONSTRUTIVISMO , vol. 6 – Minas Gerais, Fapi.
-Koch, Maria Celeste : NÚMERO E ALFABETIZAÇÃO – A matemática em novas bases , vol. 2 – Rio Grande do Sul, Edelbra.
-Ferreira, Marielise : A HORA DA ESCOLA (Pré-escolar) – Matemática com prazer, vol. 5 – Rio Grande do Sul, Edelbra.
-Smole, Kátia Cristina Stocco : A MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: a teoria das inteligências múltiplas na prática escolar – Porto Alegre, Artes Médicas, 1996.
-Cerquetti-Aberkane, Françoise : O ENSINO DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL – Porto Alegre, Artes Médicas, 1997.

Oficina de Arte para Educação Infantil

As aulas de Arte na Educação Infantil deveriam ser encaradas mais a sério pelos educadores. Quando bem elaboradas e utilizando diversos materiais, podemos não só incentivar a criatividade, mas também explorar vários conceitos. Ao oferecer outros tipos de materiais além da massa de modelar industrializada permitimos que os alunos explorem diversas consistências. Argila, barro, papel machê devem fazer parte das atividades dos alunos. Fazer a sua própria massa de modelar além de prazeroso pode servir para trabalhar noções matemáticas (receita / quantidade). Materiais de consistência mais dura também devem manuseados pelos pequenos, pois fortalecem o tônus muscular, trabalha a coordenação motora e o tipo de força empregada na execução da atividade.
Trabalhar com tintas variadas também é muito importante nessa faixa etária. A escolha do material utilizado deve começar na educação infantil.
A mistura de cores é uma atividade prazerosa onde os alunos fazem descobertas interessantes.
Enfim, é enorme a gama de atividades que podem ser proporcionadas aos pequenos e irão auxiliar nas tomadas de decisões, criação de hipóteses, criatividade e construção do conhecimento.

1) Associação de cores e sentimentos: pinte cada expressão com uma cor que a represente (algre / triste / zangado / raiva / amor).

2) Contraste: desenhar com giz preto no papel branco e com giz branco no papel preto. É aconselhável fazer os seguintes questionamentos;
- O que vocês acham que vai acontecer se eu desenhar com giz preto na folha preta? E com giz branco na folha branca? Por quê? E se eu desenhar com giz preto na folha branca e com branco na folha preta?

3) Carimbagem: utilizar diversos materiais, sucatas, frutas e legumes para fazer uma composição com carimbos. Pode-se utilizar outra técnica para finalizar a obra.

Receita de Papel machê

Receita 1

Material necessário: 1/4 de rolo de papel higiênico; farinha de trigo; gesso em partes iguais a da farinha de trigo e cola branca.

Etapas:

1 – Corte o papel em pedaços bem pequenos e deixe-os de molho em bastante água durante a noite; Ferva-os na mesma água, durante uma hora. Para obter melhor qualidade no trabalho, é importante que o papel fique completamente desmanchado;

2 – Em seguida coe o papel num pano, até tirar toda a água. Coe de cada vez quantidades que você possa espremer facilmente com as mãos e não misture esses “bolos” entre si;

3 – Depois de espremido todo o papel, acrescente o gesso e a farinha de trigo, previamente misturados. A proporção para a massa é de uma colher de sopa cheia da mistura farinha-gesso e uma colher de sopa de cola fria, para cada “bolo” de papel;

4 – Amasse bem, até obter uma pasta homogênea. Se estiver muito seca pode esfarinhar. Neste caso, acrescente água aos pouquinhos, até obter o ponto em possa trabalhar a massa. Se a água começar a escorrer entre os dedos, é porque você colocou quantidade excessiva. Neste caso, acrescente um pouco mais de gesso.

Obs: Não prepare quantidade maior de massa do que aquela que você pretende usar, pois uma vez seco o gesso, não será possível aproveitar a massa. Se desejar fazer escultura com esse material, não use gesso, ao preparar a mistura. Faça-a apenas com o papel, farinha e cola fria, na proporção indicada anteriormente.

Receita 2

Material necessário: jornais; cola fria e um recipiente.

Etapas:

1 – Rasgue o jornal em pedaços não muito grandes e coloque-os em um recipiente;

2 – Despeje sobre eles água e deixe o papel amolecendo por 24 horas (ou, no mínimo, por 10 a 12 horas). Acrescente um pouco de água sanitária para tirar o mal cheiro;

3 – Esprema a massa para tirar o excesso de água e bata no liquidificador;

4 – Recoloque as bolas formadas no recipiente, adicione a cola e forme uma massa, de preferência, compacta; trabalhe-a bem com as mãos e ela está pronta para ser usada.

Obs: Se você quiser pode passar um verniz para dar brilho na peça e também para impermeabilizá-la.

Receita de Massa de Modelar

Receita 01:

Aprenda a fazer massa para modelar e depois solte a imaginação. Mas, não esqueça que um adulto deve estar por perto. Ingredientes 1 xícara de bicarbonato 1/2 xícara de amido de milho 2/3 de xícara de água morna corante vegetal, tinta guache ou suco em pó Modo de fazer Misture o bicarbonato e o amido de milho numa panela. Acrescente a água e misture novamente. Peça para um adulto ferver até obter a consistência de um purê. Depois, deixe esfriar, amasse e acrescente o corante escolhido

Receita 02:

ingredientes: - 4 medidas de farinha de trigo - 2 medidas de sal - 2 medidas de água - 1 medida de vinagre - 1 medidas de tinta guache modo de preparo: pegue tudo e misture em uma tigela. jogue primeiro a farinha de trigo e o sal. depois, a água e o vinagre e, por último, a tinta guache. misture bem, e enrole a massa com a mão até que fique bem igual é isso... o senac indica como colher, como não sabia qual e por poder ser qualquer coisa desde que se mantenha a proporção, escrevi medida, pra cada um fazer o quanto der vontade. "daí é só deixar a garotada usar a imaginação!"

Receita 03:

Que tal aproveitar uma tarde livre ou o fim de semana fazendo esculturas, colares, brincos, porta-coisas ou modelando o que você quiser? Trazemos para vocês uma receita para fazer massa de modelar. Sim, aquela massinha que sempre temos na escola, que é uma delícia de brincar. Anotem aí que é muito fácil, rápido e econômica! - 1 xícara (chá) de farinha de trigo - 1 xícara (chá) de sal - Água Para fazer a massa, misture a xícara de sal com a de farinha de trigo em uma bacia grande. Em seguida vá colocando água bem devagar e mexa sem parar, até que a massa fique bem juntinha, homogênea e não grude mais na mão. Já está pronta! Faça o que quiser e pode pintar também. Divirta-se!

Receita 04:

Ingredientes: 3 xícaras de farinha de trigo 1 xícara e meia de sal 6 colheres de chá de cremor de tártaro. Caso não ache, pode substituir por fermento em pó. 3 1/4 xícaras de água 3 colheres de óleo Corante alimentício (anilina colorida nas cores que você quiser) Misture todos os ingredientes secos juntos em uma panela grande até que não hajam pedaços. Misture os ingredientes úmidos (exceto o corante alimentício) até que não permaneçam pedaços. Cozinhe em fogo alto por 3-4 minutos, até que uma massa se forme. Separare em várias porções, adicione corante alimentício em cada porção separada e amasse até a cor ficar uniforme. Armazenar em recipientes hermeticamente fechados.

Receita 05:

4 xic de chá de Farinha de Trigo
1 xic de chá de Sal
1 + 1/2 xic de chá de água
1 colher de óleo
Colorir com anelina ou tinta guache
Não precisa ir ao fogo

Tinta caseira

Receita 1:

Ingredientes:
- Pó de pintor
- Goma arábica
- Água
- Glicerina
Modo de Preparar: Para uma medida de pó corante, uma medida de goma arábica. A água é acrescentada aos poucos. Bata bem até obter uma pasta cremosa e consistente. Você pode acrescentar uma colher de glicerina e continuar batendo. Guarde em vidros bem fechados, com um pouco de água sobre a pasta.

Receita 2:

- 1 colher de sopa de gesso.
- 2 colheres de sopa de goma arábica
- 2 colheres de sopa de pó corante
- 1 colher de sopa de Lysoform bruto.
- Água que baste para obter a consistência desejada.
Modo de Preparar: Misture tudo muito bem e coloque gesso por último.

Receita 3:

- 2 colheres de sopa de pó corante ou anilina.
- 2 colheres de sopa de goma arábica
- 2 colheres de sopa ( ou mais) de água.
- 1 colher de sobremesa de álcool
- 2 ou 3 gotas de glicerina.
Modo de Preparar: Misture tudo muito bem.

Receita 4

Material: 1 litro de água; 1 xícara de chá de farinha ou amido de milho; 3 colheres de sopa de vinagre; anilina ou guache (diversas cores).

Preparo:
1. Misture bem a farinha e a água e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até conseguir um mingau uniforme, não muito grosso.
2. Deixe esfriar e junte o vinagre.
3. Divida a massa em vidros, tipo de maionese, e acrescente a anilina ou o guache (uma cor em cada vidro).
4. Conserva-se bem por aproximadamente 1 mês se mantido bem fechado.
5. Para usar, distribua entre as crianças pedaços de cartolina.
6. Retire a tinta do pote com uma colher e deixe-as desenhar com as mãos.
7. Coloque os trabalhos para secar à sombra.

28/03/12

Receitas Culinárias para se fazer com as crianças de Educação Infantil

Bombom de Leite Ninho

Ingredientes

-1 lata pequena de Nescau
-1 lata de leite ninho
-2 latas de leite condensado
-1 pacote de coco ralado

Modo de Fazer
Coloque em um refratário o leite ninho, o Nescau e 1 1/2 de leite condensado. Misture bem, até ficar bem
homogêneo. Reserve. Coloque em uma panela o resto do leite condensado e o coco, cozinhe até pegar o ponto de beijinho. Pegue a 1ª massa e faça bolinhas, aperte com o dedo no meio das mesmas e faça um buraco, coloque o beijinho do centro da bolinha.

Dicas: você pode colocar beijinho comprado no centro nos docinhos ou comê-los sem recheio. Conserve em um pote na geladeira, ou ficarão ressecados.

Bombom Fácil

Ingredientes

- 1/2 kg de coco ralado fresco
- 1 lata de leite condensado
- 250 g de ameixas pretas

Cobertura:
- 400 g de chocolate em pó
- 1/2 lata de leite condensado

Modo de Fazer

Misture muito bem o coco com o leite condensado, enrole formando bolinhas com um pedaço de ameixa preta dentro. Cubra. Misture bem os ingredientes da cobertura e cubra os bombons, leve para gelar. Sirva bem gelado.



Pirulito de Bolacha

Ingredientes:

400gr de chocolate ao leite ou meio amargo
50 unidades de biscoitos Maria
1 lata de leite condensado
Chocolate granulado, para decorar
25 palitos de churrasco
25 sacos PP

Cozinhe a lata de leite condensado em pressão por 30 min. Depois de completamente fria, abra a lata e retire o doce. Derreta o chocolate em banho Maria, faça a temperagem . Coloque doce de leite em uma bolacha Maria, ajuste o palito de churrasco e cubra com outra bolacha, passa a espátula nas laterais da bolacha para ajustar o doce e ficar uniforme.  Banhe uma metade do biscoito no chocolate, deixe escorrer e coloque no papel alumínio. Leve à geladeira. Banhe a outra metade do biscoito e coloque sobre o papel alumínio, decore rapidamente com o chocolate granulado, deixe secar bem. Não precisa voltar à geladeira, pois o biscoito já está gelado e vai secar o chocolate rapidamente.
Conserve em local arejado, pois o chocolate vai “suar”. Somente depois desse processo embale os pirulitos em sacos de celofane e amarre com fitilhos ou fitas de sua preferência.

Rendimento: 25 unidades

Tempo de preparo: 1hr

Grau de dificuldade: fácil


*Caso utilize chocolate hidrogenado ou fracionado não é necessário a temperagem e nem levar à geladeira.
*Substitua os palitos de churrasco por palitos de picolé, aconselhável em caso de crianças pequenas.
*Substitua o doce de leite por brigadeiro, goiabada ou outro doce de sua preferência.
*Banhe o biscoito inteiro se preferir não fazê-lo por parte, como indicado na receita.





Culinária na Educação Infantil

Adaptado do texto de Mayra Raisi
Para alguns cozinhar é diversão, para outros é dever, mas para os alunos da educação infantil lidar com a comida pode significar as duas coisas. As aulas de culinária, que mais parecem um momento de brincadeira são, na verdade, uma hora de muita concentração e aprendizagem. Não são poucas as pré-escolas do país que oferecem a disciplina no currículo e esse número continua subindo.
1. INGREDIENTES
Para as receitas saírem da maneira que os professores planejam, é preciso que as crianças levem dois condimentos especiais: a criatividade e a responsabilidade.
O aprendizado não começa só na hora de cozinhar, começam com a elaboração da receita, passam pelo preparo e chegam até a degustação, parte mais esperada.

2. MODO DE PREPARO
Cada fase deve trabalhar com sistemas diferentes de aulas e, consequentemente, diferentes desafios. Conforme as crianças vão crescendo são acrescentados outros elementos e exercícios que correspondam à faixa etária:

- 1 a 2 anos: Trabalham, basicamente, usando os cincos sentidos básicos do ser humano (tato, olfato, paladar, visão e audição) que, nessa fase, ainda não estão completamente desenvolvidos.

- 3 a 4 anos: Começam a criar a pratica da leitura e fazem exercícios para exercitar a memória, tentando reconhecer os objetos utilizados na cozinha e testam misturas.

- 5 a 6 anos: Fazem trabalhos teóricos - como livros de receitas -, desenvolvem receitas de culinária regional e estudam outras épocas por meio do que se comia nelas.

3. RECHEIO
As aulas de culinária possibilitam aos professores trabalharem de forma contextualizada a preparação de uma receita - da importância da higiene ao valor nutritivo dos alimentos. Os professores devem tentar aplicar conteúdos trabalhados em sala de aula na cozinha da escola. Alguns exemplos são:

Português: Por meio das receitas e dos rótulos das embalagens, as crianças melhoram a leitura, a capacidade de interpretação e aprimoram o vocabulário.

Matemática: Ajuda com conceitos de soma, subtração, divisão e multiplicação e jogos de estimativa e trabalha unidades de medidas (quantidade, tempo, temperatura, massa, entre outros).

Ciências: A utilização dos mais variados ingredientes ajuda a conhecer sua origem, os estados físicos de cada um deles e a diferença entre material orgânico e não-orgânico.

Geografia: Ainda em relação aos alimentos, pode-se estudar a região de onde vêm os alimentos - como o tipo de solo, clima e hidrografia.

História: Estuda-se a cultura das regiões por meio de seus hábitos alimentares.

Arte: ao modelar e imaginar novas formas de preparar os alimentos, completa e integra o trabalho.

4. COBERTURA
O ambiente descontraído e a presença dos amigos acabam despertando a curiosidade nas crianças, que não pensam duas vezes em experimentar e conhecer aquilo que estão preparando e que, possivelmente, nunca fizeram em casa por algum motivo. A diversão e a riqueza de conteúdo fazem o desenvolvimento e a alfabetização das crianças ser uma verdadeira delicia.



Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/aulas-culinaria-educacao-infantil-635178.shtml

27/11/11

Brincadeiras Matemáticas 1

De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, este eixo de trabalho é dividido em três blocos: números sistema de numeração, grandezas e medidas e espaço e forma. Porém existe mais um bloco que tem se tornado muito importante e seu trabalho já se torna uma necessidade. O bloco “Tratamento da informação” tem ficado de lado pelos professores; ele se caracteriza pelo trabalho com gráficos e tabelas e pode ser aplicado juntamente com os outros três blocos.
I – Números e sistema de numeração
Este bloco está subdividido em três partes:

A - Contagem
Toda contagem se refere a objetos externos. A contagem propriamente dita deve observar a regularidade da sucessão e a correspondência que a criança faz com os objetos.
Nas situações de contagem a criança aprende a não contar duas vezes o mesmo objeto, distinguir o que já contou, que não deve repetir palavras/números e percebe que se mudar a ordem dos objetos não mudará seu resultado. Ao elaborar situações didáticas o professor deve ter em mente que assim como no processo de alfabetização esse processo também deve ser internalizado e acontece de forma diferente entre as crianças.
As crianças aprendem a recitar a seqüência numérica, mas, muitas vezes mecanicamente, são apenas sucessões de palavras. Porém, recitar não deixa de ser importante, pois aproxima a criança do sistema de numérico. Devemos apenas ter cuidado para evitar a mecanização.
A contagem e a recitação referem-se a oralidade.

1 - Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade;

Parlendas:
A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um
Bota dois
Bota três
Bota quatro... 5, 6, 7, 8, 9,
...Bota dez!
(As crianças podem ser organizadas em roda, de mãos dadas, para cantar e ao final da música elas se agacham no chão).
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, arroz chinês.
Sete, oito, comer biscoito.
Nove, dez, comer pastéis.
Serra, serra, serrador.
Quantas tábuas já serrou?
Já serrei 10:
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10!
(O professor pode organizar as crianças sentadas em roda e apresentar a parlenda. Dependendo da faixa etária e dos conhecimentos da seqüência numérica já construída, pode ampliar os intervalos a serem contados)

Músicas Infantis

Elefante
Um elefante incomoda muita gente.
Dois elefantes incomodam, incomodam muito mais.
Três elefantes incomodam muita gente.
Quatro elefantes incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais.
Cinco elefantes incomodam muita gente.
Seis elefantes incomodam... Muito mais.
Sete, oito, nove, dez.

IndiozinhosUm, dois, três indiozinhos.
Quatro, cinco, seis indiozinhos.
Sete, oito, nove indiozinhos.
Dez num pequeno bote.
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando o jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou!
(mais não virou)

Da Noruega distante
Da Noruega distante veio esta canção
Cante cuco uma vez, preste bem atenção.
Ti ri a oia, tiria oia,cuco.
Oia tiria oia,cuco
Oia tiria oia.
Na Noruega distante continua a canção.
Cante cuco duas* vezes preste bem atenção (três, quatro, cinco, seis...)
Refrão
Na Noruega distante terminou a canção
Não cante cuco nenhuma vez
Preste bem atenção
Refrão
(as crianças devem estar sentadas com pernas cruzadas – como de índio – e no refrão devem bater as mãos nas coxas, palmas e estalar os dedos no ritmo da música)

Mariana
Mariana contou um, contou um a Mariana.
É um, é um, é um, é Ana.
Viva a Mariana, viva a Mariana.
2, 3, 4, 5, 6,...

Pipoca
Uma pipoca na panela,
Veio uma outra para conversar.
Foi um tremendo falatório
Que ninguém podia agüentar
E foi um tal de :
Poqui, popoqui, poqui poqui
Popoqui, poqui poqui
Popoqui poqui poqui
Duas pipocas na panela
Vieram outras duas para conversar
Foi um tremendo falatório
Que ninguém podia agüentar...
(contar até cinco – as crianças na hora do refrão devem bater os dedos como se fosse palmas, primeiro apenas um dedo no outro, depois dois, três... até baterem palmas, ou seja, cinco dedos).

Minhoquinhas
Uma minhoquinha fazendo ginastiquinha
Duas minhoquinhas fazendo ginastiquinha
Três minhoquinhas fazendo ginastiquinha
Quatro minhoquinhas fazendo ginastiquinha
Cinco minhoquinhas fazendo ginastiquinha
Um minhocão fazendo ginasticão
Um minhocão fazendo ginásticão

Caveiras
Quando o relógio bate a uma
Todas as caveiras saem da tumba
Tumba laca tumba tumba ê} refrão
Tumba laca tumba tumba ê
Quando o relógio bate as duas
Todas as caveiras pintam as unha
Refrão
Quando o relógio bate as três
Todas as caveiras falam chinês
Refrão
Bate as quatro - tiram retrato
Bate as cinco - apertam o cinto
Bate as seis - falam inglês
Bate as sete - pintam o sete
Bate as oito - comem biscoito
Bate as nove - dançam o rock
Bate as dez - comem pastéis
Bate as onze - andam de bonde
Bate as doze - voltam pra tumba......

Brincadeiras

Amarelinha, Pega-pega, Esconder, Jogos de escolher.

Mamãe posso ir?
Escolher uma criança para ser a mãe, posicionando-a a uma certa distância das outras crianças.
As crianças perguntam "Mamãe posso ir?" A criança que está no papel da mãe responde que sim e as outras perguntam: "Quantos passos?" A mãe decide o número de passos que cada criança vai dar. Ganha aquela que alcançar primeiro a mãe.

Quem vai mais longe
As crianças sentam-se formando um círculo. O professor pode iniciar a contagem por um número qualquer; pode ser o 1; na sua vez, cada um diz um número de acordo com a ordem numérica. Quem não sabe deve sair da roda. Ganha o último que ficar.

Bater no dez (Adoleta)
Em roda uma criança começa a contar, a seguinte diz o próximo número e assim sucessivamente, ao mesmo tempo em que fala a criança bate na mão do amigo do lado. Ao chegar no número dez (ou outro estipulado pelo professor) o aluno deve retirar a mão evitando a palmada; se conseguir começa outra seqüência, se não conseguir sai da brincadeira ou paga prenda.

Jogo dos pontos
Material: folha de papel e caneta de cores diferentes
Pontilhar a folha cuidadosamente na horizontal e vertical de modo a parecer um quadriculado. É um jogo de estratégia para dois ou mais participantes. Cada um na sua vez deve unir dois pontinhos. Só vale um traço por vez. Aquele que conseguir fechar um quadrado deve colocar a inicial do seu nome dentro dele e continua jogando até que não haja mais possibilidades de fechar quadrados. Vence quem tiver fechado a maior quantidade.

23/08/11

DESABAFO

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos seguidores e leitores do meu blog, pois ele não foi criado para conter desabafos , mas foi impossível não manifestar minha indignação.


Quero me reportar à notícia de sete crianças (cinco meninas e dois meninos) que dizem ter menos de 12 anos e tentaram fazer um arrastão num hotel em São Paulo, Vila Mariana se não me engano, no dia de ontem 22/08/11. As crianças foram apreendidas, para não dizer presas, e levadas em primeiro lugar para uma Delegacia, que tratou logo de despacha-los para o Conselho Tutelar. Esses menores que supostamente estavam sobre efeito de drogas e enfurecidos fizeram um quebra-quebra na sede do Conselho.

Porém, o que me deixou mais indignada, foi que ao assistir a reportagem do Tele Jornal exibido pela Rede Globo às 13h, uma Pedagoga e o Promotor da Infância alegaram que o problema dessas crianças é a escola, ou falta dela. Ela, a escola, não é atrativa o bastante para manter seus alunos. Em nenhum momento falaram da responsabilidade dos pais ou das leis permissivas que temos neste País. Alegaram que essas crianças encontram nas ruas muito mais atrações do que possam ter na escola.

Tudo hoje em dia tem sido culpa da escola. A escola precisa ter aula de informática, senão os alunos não se interessam. A escola precisa ter aula de futebol, karatê, balé, judô, natação, teatro e música, senão os alunos não se interessam. A escola precisa ter aula de circo, ou melhor, está virando um circo para tentar manter os alunos na escola. Não que eu seja contra oferecer todos essas atividades extras aos alunos, mas não podemos fazer disso a prioridade da escola.

Manter os alunos na escola é responsabilidade principalmente da família. Onde estão as famílias dessas crianças que estavam de madrugada na rua tentando furtar os outros e se drogando? Porque o Governo não responsabiliza essas famílias? E a responsabilidade do Governo onde fica? Será que não está na hora de rever nossas leis, principalmente o Estatuto da criança e do adolescente? Será que leis permissivas não estão incentivando cada vez mais esses jovens a ficar perambulando pelas ruas?

A escola é sim a solução para muitos problemas, mas não exime a família das suas responsabilidades.

Acredito que a escola de hoje, muitas vezes precisa fazer o papel da família, pois cada vez mais essas famílias estão desestruturadas, mas ela não pode ser responsabilizada por tudo que acontece. Ainda é na escola que esses jovens encontram um ambiente adequado, ainda é a escola que pode ajudar esses jovens a terem um futuro melhor.

Se cada um fizer a sua parte podemos sim ter um futuro melhor.
TÂNIA VILELA

12/08/11

Cinco ações diárias para aumentar o sucesso dos filhos

 Hoje, ao visitar um blog de uma amiga  me deparei com esse artigo que achei muito interessante. Nele, uma Ong Britânica, cita problemas com os jovens e sugere cinco ações fáceis que os pais podem executar com seus filhos , a fim de prepará-los para uma vida de sucesso. Ao lê-lo percebi que os problemas com os jovens são comuns em qualquer país; esse artigo poderia ter sido escrito por uma Ong Brasileira, portanto, achei por bem ajudar a divulgá-lo.
Srs. Pais  a prenvenção é o melhor remédio, então, porque não "perder um pouco de tempo" agora para ajudar o desenvolvimento de nossos filhos, isso é melhor do que chorar no futuro.



Uma ONG britânica sugeriu nesta semana uma lista de cinco ações diárias para ajudar os pais a incentivar o melhor desenvolvimento de seus filhos e com isso aumentar também a mobilidade social.

A organização CentreForum, autora do estudo, sugere que as autoridades realizem campanhas públicas para divulgar os cinco passos, nos moldes de uma campanha de saúde pública do governo britânico para estimular as pessoas a comer cinco porções de frutas, legumes ou verduras por dia.
Os "cinco por dia" dos pais, segundo a ONG, são: ler para seu filho por 15 minutos, brincar com ele no chão por 10 minutos, conversar por 20 minutos com a TV desligada, adotar atitudes positivas em relação ao seu filho e elogiá-lo com frequência e dar ao seu filho uma dieta nutricional para ajudar seu desenvolvimento.

O objetivo da campanha, segundo a organização, seria evitar que maus hábitos dos pais prejudiquem o desenvolvimento físico e mental dos filhos e suas chances de sucesso profissional futuro.

Vocabulário

Segundo o relatório, que deve ser analisado pelo governo, a qualidade da criação e as influências educacionais nos primeiros meses e anos de vida da criança tem uma grande influência no sucesso educacional e profissional futuro.
“As evidências sugerem que o vocabulário da criança aos cinco anos é o melhor indicador único da mobilidade social posterior para crianças de famílias de mais baixa renda”, comenta o documento.

O relatório observa que uma grande proporção de menores infratores tem baixa capacidade de leitura e escrita.

A organização cita ainda pesquisas segundo as quais as crianças de famílias de mais baixa renda têm um vocabulário menor, índices de alfabetização mais baixos e dietas mais deficientes que as crianças de famílias mais abastadas.

“Uma nutrição apropriada é crucial durante os primeiros meses e anos de vida, quando o crescimento corporal e o desenvolvimento cerebral são mais rápidos do que em qualquer outro período”, observa o relatório.

Elogios e críticas:A proposta da CentreForum foi elogiada pela secretária nacional para a Infância, Sarah Teather, que prometeu que o governo vai analisá-la.
O deputado opositor Graham Allen, que recentemente publicou um relatório sobre infância encomendado pelo governo britânico, também elogiou o relatório do CentreForum e disse que uma campanha nacional poderia quebrar o ciclo vicioso das más práticas de criação pelos pais.

“É um ciclo entre gerações, que repete as más práticas de criação. Em uma região como a que eu represento, que tem um dos mais altos níveis de gravidez adolescente na Europa e um dos menores números de pessoas chegando à universidade, quebrar esse ciclo para dar a cada criança a chance de atingir seu potencial é realmente importante, particularmente para crianças de famílias de baixa renda”, disse ele à BBC.

Apesar disso, as propostas também foram alvo de críticas por grupos que afirmam que sua aprovação significaria o aumento do já alto controle do Estado sobre as ações dos indivíduos, no que chamam de “Estado-babá”.

Os "cinco por dia" para os pais :



- ia para seu filho por 15 minutos


- brinque com ele no chão por 10 minutos


- nverse com seu filho por 20 minutos com a TV desligada


- adote atitudes positivas em relação ao seu filho e o elogie com frequência


- dê ao seu filho uma dieta que ajude seu desenvolvimento


Fonte:Parenting matters, CentreForum



Copiado do blog "Jardim da Tia Dany"